segunda-feira, 1 de julho de 2013

Postagem fake 1

Sexo, Namoro e Relacionamentos

Tim Challies

Ontem à noite, minha esposa e eu nos sentamos e fizemos uma 
contagem aproximada do número de casais que conhecemos e 
passaram pelo namoro e noivado. É um bom número de amigos, 
familiares e membros da nossa igreja. Então pensamos em quantos 
deles mantiveram limites físicos saudáveis e que glorificam a Deus e 
quantos deles confessaram que não o fizeram. De repente, o número 
estava longe de ser bom. Essa é uma daquelas áreas onde os cristãos 
contemporâneos frequentemente agem de forma pobre e é exatamente 
o motivo de estar surgindo muitos livros recentes sobre namoro, corte, 
pureza e tudo o mais. Os cristãos estão fracassando e buscando 
desesperadamente um caminho melhor.
Já faz algum tempo que li um livro sobre namoro e relacionamentos, 
provavelmente por ter sido naquela época que o assunto me pareceu 
urgente. Mas recentemente um pastor local me falou que ao pastorear 
jovens adultos em busca de casamento, ele foi ajudado pelo livro Sex, 
Dating, and Relationships: A Fresh Approach [Sexo, namoro e 
relacionamentos: uma nova abordagem], de Gerald Hiestand e Jay 
Thomas. Decidi verificar e alegro-me por isso.
Hiestand e Thomas chamam a sua abordagem sobre relacionamentos 
de “uma nova abordagem”, e essa é uma forma correta de descrevê-la. 
Eles não dão adeus ao namoro e não defendem um retorno à corte de 
anos atrás. Em vez disso, eles encorajam os cristãos a “sair juntos como 
amigos”. Nessa pequena expressão “sair juntos” é a atividade e “como 
amigos” é a categoria de relacionamento. Vocês não são namorado e 
namorada, mas amigos, e vocês passam algum tempo juntos (i.e.,
passeiam1) como amigos com o propósito de ver se há interesse mútuo 
e compatibilidade. O romance e a atividade sexual podem aguardar; 
por ora, trata-se simplesmente de “dois amigos saindo para se 
conhecer com vista para o casamento”.
1 Em inglês, dating (sair juntos) e date (passeiam) podem significar também, respectivamente, “namoro”
e “namorar”. Ou seja, o autor usa as mesmas palavras, mas com sentidos diferentes. [N. do T.]2
Pense em sair juntos como amigos como um precursor de uma 
proposta de casamento sem todas as conotações românticas e sexuais 
que com muita frequência acompanham um relacionamento de 
namoro. Um casal sai juntos como amigos, a despeito de sua atração 
um pelo outro, e não fingem que existe algo mais do que o 
relacionamento garante. Eles conscientemente se abstêm da atividade 
sexual e abertamente romântica, e não ficam ingenuamente otimistas 
sobre o nível de comprometimento de sua amizade. Dessa forma, o 
objetivo principal de sair juntos como amigos é explorar a viabilidade 
do casamento enquanto preservando as diretrizes da pureza sexual e 
romântica requerida pelo relacionamento com o próximo.
Integral para o argumento é um entendimento de como a Bíblia guia e 
restringe a atividade sexual. Deus nos dá limites sexuais claros para 
guiar os relacionamentos maritais (sexo é exigido), os relacionamentos 
com o próximo (sexo é proibido) e os relacionamentos familiares (sexo 
é proibido).2 Os autores querem que os casais que saem juntos
entendam que até se casem, o seu relacionamento para com a pessoa 
que eles estão buscando é um relacionamento com um próximo, no 
qual qualquer atividade sexual ou mesmo o despertar do desejo sexual 
é inapropriado. O que está claramente ausente da Bíblia é uma 
categoria que esteja entre próximo e cônjuge. Todavia, é daqui que 
emerge grande parte da nossa confusão sobre relacionamentos — uma 
categoria inventada que é mais do que a primeira, mas menos do que a 
última, e sem quaisquer diretrizes bíblicas claras.
Ainda mais fundamental, os autores querem que os cristãos entendam 
que o relacionamento marital, e o sexo dentro do casamento, foram
dados por Deus para o propósito específico de servir “como um 
testemunho vivo da unidade espiritual entre Cristo e a Igreja”. Quando 
casamos de forma errada, e quando tiramos o sexo e a atividade sexual 
do casamento, servimos como uma falsa imagem da própria coisa que 
estamos destinados a representar. “Tendemos a crer que os 
mandamentos de Deus nos foram dados meramente por nossa causa. 
Mas isso não é verdade. Como aqueles que foram criados à imagem de 
Deus, nossa própria natureza como portadores dessa imagem explica 
as razões por detrás dos mandamentos de Deus. Não somente o sexo é 
uma imagem divinamente apontada do evangelho, mas o próprio 
homem é também uma imagem de Deus. Somos ilustrações ambulantes 
de sermão, se preferir.” Desta forma, a maior força do livro e o seu 
maior desejo não é evitar doenças sexualmente transmissíveis e 
2 Veja a explicação sobre as categorias de relacionamento no outro texto do autor: http://goo.gl/jmZWG3
gravidez não planejadas, mas preservar a santidade e a pureza dessa 
poderosa imagem do Evangelho. 
Num tempo onde há tanta confusão sobre sexo, namoro e 
relacionamentos, este livro fornece conselho útil e oportuno. Ele 
oferece clareza para a natureza dos relacionamentos e encorajamento, 
mostrando que a pureza não está fora de alcance. O endosso de Kevin 
DeYoung resume muito bem a minha opinião: “Eis um pequeno livro 
simples, mas provocativo. Você encontrará muita sabedoria prática, 
sadia e bíblica que irá explodir várias de nossas suposições culturais 
sobre namoro. Se você é solteiro ou se importa com alguém que seja, 
você realmente deve ler este livro. O resultado pode ser meramente 
uma abordagem sobre namoro mais simples e mais honrosa a Deus do 
que você já imaginou ser possível”.

Fonte: www.challies.com (post de 17/05/2013)
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (maio/2013)